4 de set. de 2011

Todos terão os 15 minutos de fama que desejam e,contraditoriamente,buscarão alguns minutos de paz.Porém,os "flashes" aparecem antes da consciência e,uma vez perdida a privacidade,é difícil recuperá-la.Consequências da fama?
Sem dúvida.a tecnologia trouxe a facilidade de comunicação e informação,mas também a vigilância constante,e como grandes responsáveis por esta têm-se as redes sociais.Elas,que possibilitam a interação 24 horas entre pessoas,acabam as levando a um nível alto de exposição.Assim,uma frase mal expressa,um ato não pensado,dentro ou fora do mundo virtual,acabam por ser motivo para se invadir a privacidade de alguém.
Abriu-se mão da intimidade por um desejo de interação que beira a curiosidade excessiva,todos estão interessados em observar o que os outros estão fazendo.Instinto natural? Uma boa questão para entender o sucesso dos "reality shows" e revistas de fofoca que se sustentam em notícias de caráter inútil,como por exemplo quem estava passeando com seu cachorro hoje de manhã,ou quem bocejou sentado à mesa de um restaurante,notícias que servem para aqueles que vivem para curiosidade que a vida alheia lhes desperta.
A verdade é que,nos tempos de hoje,mais difícil do que ser famoso é manter-se anônimo,vive-se em uma exposição,em geral,forçada e a privacidade é só mais um de muitos direitos violados.

31 de jul. de 2011

Futebol: Diverte ou Cega?

Amor maior,sem cor,sem raça,sem idade.Futebol é mais que um esporte neste país,é paixão nacional que provoca euforia,é sentimento exagerado que beira o desequilíbrio.Mas quais as consequências dessa diversão levada tão a sério?
Capaz de unir pessoas tão diferentes em uma só torcida,o futebol tem o poder de incluir,classe social não interfere quando a bola está em jogo.É ainda o sonho de profissão de muitos que a princípio não têm um futuro promissor e veem no esporte a esperança de sucesso.
Porém,como toda paixão,o futebol cega,cega o povo,que cantando o hino e vestindo a camisa do seu time esquece dos seus problemas e também dos problemas do país.Contudo,antes mesmo de cegá-lo,a Copa de 2014 exibe as deficiências do Brasil.
Estas deficiências,como o caos aéreo,o tráfico de automóveis na maior cidade do país,a falta de planejamento em obras públicas,poderiam ter sido minimizadas pelos governantes anteriormente eleitos,por coincidência ou não,em anos de Copa do Mundo.Seria a política do "pão e circo"? Calar o povo com diversão para que este não reclame seus direitos? Bom,a impressão,infelizmente,é esta.
Se política parecesse tão interessante quanto futebol,existiria a combinação perfeita,não parecendo,põe-se em questão a importância e a influência que o esporte tem no país.O ditado que seja desfeito,pois futebol se discute sim.

29 de jun. de 2010

só minha redação

Vencer é uma palavra com um poder muito grande em uma sociedade onde poucos se importam com quão as pessoas são interdependentes e como as ações individuais afetam não só aquele que as pratica,mas um grupo de pessoas a sua volta e algumas vezes o planeta todo.
É quando algumas pessoas se diferenciam por apresentarem uma característica que infelizmente vem sendo pouco valorizada e que em alguns casos já ganhou uma fama pejorativa:ética(do grego ethos, que significa caráter).
Tal característica tão importante em qualquer ambiente perdeu espaço para a ambição e a vontade de ter/de ser,que hoje vivem acomodadas ao estilo de vida dessa geração.
Assim entra em questão se vencer é tudo,se passar por cima dos outros é realmente fundamental e se perder pode ser considerado sinônimo de fracasso.
A exemplo do futebol,onde nem sempre o melhor em campo vence,pois é a bola que decide o jogo e o goleiro adversário faz de tudo para que ela não decida,assim não se pode considerar todos os times perdedores fracassados.
Em contrapartida,ser o número 1,algumas vezes não significa ser o melhor,como alguns atletas que ao almejarem tanto a vitória,acabam usando substâncias ilícitas para alcançarem o que desejam e fazem algo pior do que perder,ganham sem honra,sem mérito algum.
Considerando a ética como ponto de partida para qualquer competição,vencer ou perder não parecem duas palavras totalmente distantes e antagônicas,podendo até se completarem,pois muitas vezes se ganha perdendo a dignidade e outras se perde ganhando respeito.

9 de nov. de 2009

enjoei dessa rotina
cansei dessas mesmas faces
entediei-me com os mesmos lugares
já decorei todos esses papos
acostumei-me a só ouvir e
guardei pra mim o que penso sobre tudo isso;

17 de fev. de 2009

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Só te digo uma coisa: vai ver se tem doce na esquina :)